ONG denuncia falhas na adoção de crianças em Portugal
A Organização Não-Governamental Aldeias SOS aponta para uma situação preocupante no acolhimento familiar de crianças, com cerca de 80% sem lares permanentes. A entidade critica o sistema e pede ao governo maior ênfase na família como núcleo central das políticas sociais.
ONG Aldeias SOS alerta para falhas no acolhimento familiar
A Organização Não-Governamental (ONG) Aldeias SOS denunciou recentemente uma situação preocupante sobre o acolhimento de crianças em Portugal. Segundo a entidade, cerca de 80% das crianças que precisam de um lar permanente não têm família de acolhimento atribuída.
A Constituição Portuguesa garante aos menores direitos fundamentais, incluindo o direito à proteção da família e do lar (Artigo 31º). Além disso, a Lei n.º 20/2008, de 16 de junho, que estabelece as bases gerais para a proteção dos menores e para a tutela da sua guarda e curatela, prevê o acolhimento familiar como uma medida prioritária para crianças até aos seis anos.
A ONG Aldeias SOS aponta falhas estruturais no sistema de acolhimento que dificultam a implementação efetiva dessas medidas legais. A entidade argumenta que, embora haja leis e regulamentos em vigor para proteger os direitos das crianças, falta uma aplicação prática que assegure o bem-estar destes menores.
O acolhimento familiar é considerado a medida mais adequada para garantir um ambiente estável e seguro às crianças. No entanto, de acordo com a ONG, existem obstáculos significativos na implementação desta política.
A Aldeias SOS pede ao Governo português que coloque a família no centro das políticas sociais relacionadas à proteção da infância. A entidade sugere uma revisão do sistema atual para garantir que as crianças tenham acesso a lares de acolhimento adequados e permanentes.
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