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Estudo revela como desigualdades sociais aumentam risco de perda da guarda por mães solteiras

Um novo estudo publicado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aponta que as mulheres que criam filhos sozinhas enfrentam maiores riscos de perder a guarda dos seus filhos, especialmente em situações de pobreza e falta de rede de apoio. As pesquisadoras Isabely Fontana da Mota

CNJ·28/07/2026·6 min de leitura·#guarda#adoção#desigualdades sociais#mães solteiras

Desigualdades sociais impactam a guarda de crianças

Um estudo recente publicado no Volume 10 da e-Revista CNJ revela um padrão preocupante na interpretação do sistema judicial brasileiro sobre a situação de mães solteiras. As pesquisadoras Isabely Fontana da Mota e Janaína Dantas Gomes analisaram dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) para destacar como situações de pobreza e ausência de rede de apoio são interpretadas pelo sistema judicial como negligência, aumentando o risco de que essas mulheres percam a guarda dos seus filhos.

Como funciona o processo atual?

O estudo indica que quando uma mãe é registrada sozinha na certidão de nascimento da criança, o sistema tende a considerar mais rapidamente que a adoção é a solução. Isso ocorre porque há menos esforço institucional para tentar a reintegração familiar em situações onde apenas a mãe aparece no registro.

Impacto prático e legal

Os dados do SNA mostram que crianças de até dois anos registradas apenas com o nome da mãe são retiradas da família mais rapidamente e encaminhadas para adoção. No entanto, é importante notar que essas situações muitas vezes refletem desigualdades estruturais na sociedade brasileira, como falta de políticas públicas adequadas.

Conclusão: o caminho a seguir

O estudo destaca que as mulheres em situação de rua ou vulnerabilidade extrema enfrentam obstáculos adicionais para registrar seus filhos logo após o nascimento. Isso acelera a retirada das crianças, muitas vezes ainda no hospital. Embora o CNJ tenha estabelecido que estar em situação de rua não pode ser motivo suficiente para perda do poder familiar, na prática essas mães continuam sendo alvo de maior vigilância e intervenção.

Reflexões futuras

O artigo faz um paralelo com a ideia de justiça reprodutiva, defendendo o direito das mulheres de ter filhos em condições dignas. A pesquisa sugere que é necessário revisar as práticas atuais para garantir que os sistemas judiciais e sociais não penalizem injustamente mães solteiras.

Com essas descobertas, espera-se uma maior conscientização sobre a necessidade de políticas públicas mais inclusivas e justas, bem como um esforço contínuo para reformular as práticas legais que impactam diretamente as famílias em situação vulnerável.

Fonte original: CNJ
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