Exposição no CNJ Revela Legado da Epidemia do Vírus Zika
A exposição 'ainda', aberta ao público até junho, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília, traz à tona as histórias de mulheres e famílias que enfrentaram a epidemia do vírus Zika. A mostra apresenta relatos pessoais, objetos de uso diário e uma linha do tempo para ref
Legado Contínua: Exposição no CNJ Revela Impactos da Epidemia de Zika
Dez anos após a emergência global causada pela epidemia do vírus Zika, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em Brasília abriga uma exposição que revela as histórias menos visíveis dessa crise sanitária. A mostra intitulada 'ainda' oferece um retrato sensível das experiências de mulheres e famílias alagoanas impactadas pela doença, destacando a resistência e o cuidado transformados em rotina.
Uma Jornada de Afeto e Resiliência
A exposição, que permanece aberta até 12 de junho de 2026 no hall do auditório do CNJ, apresenta fotografias, relatos pessoais, objetos de uso diário e uma linha do tempo para contar a trajetória dessas mulheres. Entre os itens expostos estão peças que compunham enxovais de bebê e outros pertences familiares que preservam memórias da época.
Reflexões sobre Cuidado e Memória
'Abrir espaço para esta mostra é também abrir espaço para vozes que, historicamente, foram pouco ouvidas nos ambientes institucionais', explica a juíza auxiliar Camila Pullin. A exposição propõe uma reflexão sobre o tempo do cuidado, a construção de redes de apoio e a busca por direitos e políticas públicas.
Uma Concepção Colaborativa
O projeto 'ainda' é resultado da colaboração entre pesquisadoras, artistas e mulheres diretamente afetadas pela epidemia. Com curadoria da antropóloga Débora Diniz, a exposição faz parte do projeto internacional After the End, liderado pelo Anis — Instituto de Bioética e pela Associação de Famílias de Anjos do Estado de Alagoas (Afaeal), em parceria com o Comitê Mulheres e Memórias.
Impacto Prático e Desdobramentos Esperados
Além da reflexão sobre a memória coletiva, a exposição 'ainda' tem o potencial de influenciar políticas públicas e debates jurídicos relacionados à saúde pública. A iniciativa busca sensibilizar os visitantes para questões como direitos das mulheres e crianças afetadas por doenças epidêmicas.
A mostra no CNJ é uma oportunidade única para refletir sobre o legado duradouro da epidemia de Zika, destacando a importância do cuidado contínuo e da resistência diante dos desafios enfrentados pelas famílias impactadas.
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