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Remanejamento de verbas da Educação gera debate sobre legalidade

A governadora do Rio Grande do Norte assinou um decreto remanejando R$ 25,7 milhões destinados à educação para o pagamento de adicionais a procuradores do estado. A medida levanta questões constitucionais sobre prioridades orçamentárias e uso adequado dos recursos públicos.

UOL Notícias·01/08/2026·5 min de leitura·#remanejamento#educação#ministério público

Remanejamento de Verbas da Educação Gera Debate Constitucional

A governadora Fátima Bezerra (PT) do Rio Grande do Norte assinou um decreto que remaneja R$ 25,7 milhões da Secretaria de Estado da Educação e Cultura para a Procuradoria-Geral da Justiça do estado. Essa medida tem gerado debates sobre a legalidade e conformidade com as disposições constitucionais.

De acordo com o artigo 61 da Constituição Federal, compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal estabelecer leis orçamentárias anuais. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é um instrumento fundamental para a elaboração do orçamento público, que deve ser elaborado com base em princípios como a legalidade, economicidade e eficiência.

A Constituição Federal estabelece no artigo 214 que o Ministério Público dos Estados e do Distrito Federal é órgão permanente, essencial à função jurisdicional do Estado. No entanto, essa definição não justifica automaticamente a transferência de recursos destinados especificamente para educação.

A Constituição Estadual do Rio Grande do Norte também estabelece em seu artigo 142 que é dever da administração pública garantir a aplicação mínima de 25% das receitas próprias na manutenção e desenvolvimento do ensino. O remanejamento desses recursos pode ser questionado sob o prisma constitucional, uma vez que a educação é considerada um direito fundamental e dever do Estado.

O artigo 97 da Constituição Federal assegura aos membros do Ministério Público o gozo de garantias e prerrogativas indispensáveis ao exercício de suas funções. No entanto, isso não significa que os adicionais remuneratórios devam ser financiados em detrimento das prioridades estabelecidas pela própria constituição.

A medida levanta questões sobre a adequação do uso dos recursos públicos e a conformidade com as disposições legais. Detalhes devem ser confirmados na fonte primária para uma análise mais precisa, mas o debate jurídico é inegável.

Fonte original: UOL Notícias
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