Programa CNJ fortalece liderança feminina no Judiciário
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promoveu nesta quarta-feira, dia 15 de abril, o curso Women Judge’s Program com objetivo de aumentar a participação feminina nos cargos decisórios do Poder Judiciário. O evento conta com a presença de magistradas e especialistas internacionais
Fortalecimento da liderança feminina no Judiciário
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promoveu, na última quarta-feira (15/04), o curso Women Judge’s Program – Judicial Training & the Brazilian Judiciary. O evento busca ampliar a representatividade feminina nos cargos decisórios do Poder Judiciário brasileiro.
Contexto Legal e Base Normativa
O programa, que se estende por três dias, é um esforço conjunto entre o CNJ, STF, STM, Enamat, Enfam, UFMG, King’s College London e University of New South Wales. Ele aborda temas como ética, integridade, liderança feminina, fundamentação de decisões, diversidade e direitos humanos.
O presidente do CNJ e STF, ministro Edson Fachin, destacou a importância da diversidade no Judiciário para uma melhor compreensão social e prestação jurisdicional. Ele enfatizou que o momento atual impõe ao Poder Judiciário um desafio de reinvenção diante das transformações sociais e institucionais.
Impacto Prático
A supervisora da Política Judiciária de Combate à Violência contra a Mulher e Ouvidora Nacional da Mulher no CNJ, conselheira Jaceguara Dantas, ressaltou que o programa vai além do aspecto técnico. Inserido no projeto Juízas do Futuro, ele busca formar lideranças capazes de alterar a dinâmica de poder dentro do Judiciário.
Dantas chamou atenção para a sub-representação feminina nos cargos superiores: embora as mulheres compõem 43% da magistratura de primeiro grau, ocupam apenas 18% dos cargos em tribunais superiores. A secretária-geral do CNJ, Clara Mota, destacou o rigor no processo seletivo das participantes.
Desdobramentos e Repercussão Esperada
O programa é uma iniciativa que busca não apenas a capacitação técnica, mas também a formação de lideranças femininas capazes de alterar as dinâmicas internas do Judiciário. A expectativa é que o evento contribua para um sistema judicial mais plural e representativo.
A primeira sessão foi conduzida pelo professor James Lee, do King’s College London, destacando os Princípios de Bangalore como referência global para a conduta judicial em sociedades democráticas.
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