PEC da Segurança Pública Ameaça Autonomia do CNJ e CNMP
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2025, aprovada pela Câmara dos Deputados, busca limitar o poder regulamentar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), gerando preocupações sobre sua autonomia constitucional.
PEC da Segurança Pública: Uma Nova Ameaça à Independência dos Conselhos Nacionais
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 18/2025, conhecida como a PEC da Segurança Pública, foi recentemente aprovada pela Câmara dos Deputados e agora aguarda análise no Senado Federal. Um aspecto pouco discutido dessa proposta é sua tentativa de restringir o poder regulamentar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
De acordo com a PEC, ao CNJ e ao CNMP será vedada a adoção de medidas que possam ser vistas como uma interferência nas competências exclusivas do Congresso Nacional. Especificamente, o inciso V-A no artigo 49 da Constituição estabelece que os conselhos não poderão emitir atos regulamentares ou recomendar providências que exorbitem dos limites de sua delegação legislativa em matéria de segurança pública, direito penal e processual penal.
A proposição é controversa, pois colide com o princípio constitucional da separação dos Poderes. De acordo com a Constituição Federal, artigo 2º inciso I, os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário são independentes e harmônicos entre si. A autonomia do CNJ é assegurada pelo artigo 93 da Constituição, que determina que o Conselho tem a finalidade de zelar pela administração judicial e pela garantia dos direitos fundamentais.
A discussão também abrange questões federativas, com uma ênfase na autonomia estadual sobre a segurança pública. Enquanto o texto original do governo federal propunha um papel mais ativo da União nesses assuntos, a versão aprovada pela Câmara dos Deputados atribuiu maior poder aos entes federativos.
Detalhes devem ser confirmados na fonte primária.
Transforme essa notícia em ação: gere sua petição completa com IA jurídica treinada em legislação brasileira.
Veja também

STF Ministro Flávio Dino Confronta Questões de Sigilo e Acesso à Informação
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, enfrenta críticas após alegações de violação ao direito constitucional de acesso à informação e sigilo da fonte. O caso levanta questões sobre as garantias previstas no artigo 5º, inciso 14, da Constituição Federal.

Regras da Campanha Eleitoral: O que é Permitido e Proibido a Partir de Agora
A campanha eleitoral para as Eleições 2026 começa oficialmente neste domingo (16). A partir desta data, candidatos e partidos políticos estão autorizados a realizar atividades como pedidos de votos e divulgação de propostas. No entanto, existem regras rigorosas que devem ser segu

Candidatura Confirmada: Clariana Barão Registra Declaração de Patrimônio ao TSE
Clariana Barão foi oficialmente registrada como candidata à presidência em 2026 pelo Democracia Cristã, com Fabiana Torquato como vice. A declaração de patrimônio no valor de R$1,82 milhão ao TSE é um passo crucial na transparência financeira exigida por lei.

Juiz dos EUA garante acesso ao aborto por questões de saúde em Idaho
Um juiz federal nos Estados Unidos decidiu que as mulheres em Idaho têm direito ao aborto quando este for necessário para preservar a sua saúde. A decisão é um marco na luta pelos direitos reprodutivos.
Cármen Lúcia Defende Sigilo da Fonte na Liberdade de Imprensa
A ministra Cármen Lúcia do STF defendeu o sigilo das fontes jornalísticas durante evento em São Paulo, destacando a importância dessa garantia para proteger a liberdade de imprensa no Brasil.