Operação da PF revela esquema de fraudes fiscais e lavagem de dinheiro no Rio
A Polícia Federal desencadeou uma operação que aponta para um esquema complexo envolvendo a refinaria Manguinhos S/A, do grupo Refit, com suspeitas de fraude fiscal, sonegação e lavagem de dinheiro. A investigação sugere cooptação de agentes públicos no estado.
A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação que revelou um esquema envolvendo a refinaria Manguinhos S/A do grupo Refit, suspeito de fraudar o sistema fiscal e sonegar impostos. A investigação aponta para a existência de uma organização criminosa voltada à prática reiterada dos crimes de gestão fraudulenta, lavagem de capitais e evasão de divisas. O dono do grupo Refit, Ricardo Magro, teve sua prisão preventiva decretada e seu nome incluído na lista vermelha da Interpol.
Segundo os investigadores, o esquema foi construído com a anuência do Estado, notadamente do então governador Cláudio Castro. A operação envolveu mandados de busca e apreensão contra diversos agentes públicos, incluindo um desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, um procurador estadual e integrantes da Receita Estadual.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou as medidas e destacou a existência de indícios robustos que apontam para a prática criminosa. As empresas envolvidas tiveram suas atividades econômicas suspensas e aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros foram bloqueados.
De acordo com o Código Penal Brasileiro, artigo 1º da Lei nº 9.613/98 (Lei de Lavagem de Capitais), a prática de lavagem de dinheiro é considerada crime quando envolve movimentação financeira com origem em atividade delituosa. O mesmo ocorre para os crimes contra o sistema tributário nacional, conforme previsto no artigo 1º da Lei nº 8.137/90.
A operação também evidencia a complexa interseção entre interesses privados e públicos no estado do Rio de Janeiro, levantando questões sobre a integridade das instituições governamentais e judiciais locais.
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